quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Um dia lindo com alguns percalços mas tudo termina nos conformes...

19 a 22/09/2013
De Bologna a Barga
Hotel Renaissance


Hoje saímos cedo de Bologna, porque precisávamos estar antes das 11 horas no hotel Renassaince, local de encontro do pessoal da KTMtour. Isto foi uma pena, pois Bologna com certeza merecia uma visita. Vai ter que ficar para a próxima vez. Inicialmente, fizemos um trajeto bucólico sobre as montanhas. Uma estradinha estreita, muito verde, bonito de se ver. 


Depois de um tempo, decidimos pegar a autoestrada em direção a Firenze, pois estávamos preocupados com o tempo. Não teria sido necessário, pois chegamos em torno das 9:30 no hotel, e como o check in somente podia ser feito às 13:30, literalmente 'matamos' o tempo. 


Demos uma volta, retornamos ao saguão do hotel, ficamos observando as pessoas entrando e saindo. De repente, escutamos o barulho de um helicóptero , e logo depois um monte de funcionários, do gerente ao chef de cuisine, enfileirados no lobby. Não demorou muito entrou um bando de gente, liderado por um homem que parecia o Dom Corleone em carne e osso.  Era o dono do hotel. Cumprimentos pra cá, cumprimentos prá lá, o grupo se retirou e voltamos a estar quase sozinhos no lobby. Seguimos então para o local do briefing da KTMtour. 19 participantes. Dois brasileiros, a maioria austríacos e um punhado da Suíça. Orientações dadas, seguimos para o almoço numa pizzaria próximo do local. Era self-service.  De lá, retornamos ao hotel, os homens se vestiram para a primeira saída de moto.


 



Às 14:30 o grupo todo havia saído, e Vera e eu rumamos para Barga, um vilarejo pitoresco não muito longe do hotel. Depois de muitas curvas e subidas e descidas, chegamos a Barga. Procuramos um estacionamento, e havia um bolsão bem do lado do pórtico principal. Nos certificados que era mesmo um estacionamento , havia P's para tudoque é lado. Tive um pouco de dificuldade em estacionar porque não encontrava a ré. Coisas destes carros modernos. Mas, finalmente acertei e coloquei o carro na vaga.


Seguimos a pé. Subimos muitas vielas, um outro tanto de escadas, visitamos várias igrejas, tiramos muitas fotos. O dia estava lindo, céu de brigadeiro, estava até quente, mas pode ser que esta sensação tenha ocorrido em função da caminhada puxada. 











Decidimos tomar um gelatto, uma delicia, e iniciamos o retorno à base do vilarejo, onde estava o nosso carro. Chegamos ao estacionamento sem dificuldades mas, pasmem, havia uma multa no retrovisor. Como assim? Será que foi um engano? Estacionamos corretamente, num local visivelmente permitido. Ficamos desnorteadas. E agora? O que significava isto? Começamos a olhar os outros carros, e vimos que praticamente todos tinha. Algo em comum que nós não tínhamos: uma identificação como morador do vilarejo. E aí descobrimos a causa da multa: havia uma única placa naquele espaço todo que indicava que o estacionamento era restrito aos moradores do vilarejo. Caramba! E agora, o que fazer? Decidimos nos desenvencilhar logo deste encargo e procuramos alguém que pudesse nos orientar. Perguntamos a um senhor onde poderíamos pagar a multa, e este nos orientou a ir ao posto de correio. Achamos o posto, e fomos procurar por uma vaga de carro. O que não é nada fácil. Achamos um estacionamento com parquímetro, pagamos o valor por uma hora e seguimos para o correio. Fechado. E isto às quatro horas da tarde. O que fazer agora? Resolvemos procurar por um posto policial. ,encontramos, e também estava fechado. Policia aqui somente trabalha até às quatro horas da tarde...
Não nos restou outra alternativa senão postergar a intenção de efetuar o pagamento para o dia seguinte. Compramos água, retornamos ao carro e voltamos ao hotel. Em cima da hora, pois logo depois o pessoal da KTMtour retornou. 


O dia encerrou-se sem mais percalços, afinal aqueles tinham sido suficientes. 


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

De Senigallia, passando por Imola e como destino Bologna. Um dia maravilhoso!

18/09/2013
De Senigallia a Bologna
Hotel Blumen

O dia amanheceu lindo! Um céu de brigadeiro, um sol maravilhoso e uma luminosidade estonteante. Tomamos café e decidimos ir ao centro antigo de Senigallia. Que decisão acertada! Não deu é vontade de sair de lá. Visitamos a fortaleza, fomos até o mercado e andamos por varias ruelas muito aprazíveis. O astral estava ótimo. Saímos de Senigallia já depois do meio dia. Fomos ao mercado, compramos queijo , presunto, água e suco e fomos até uma praça em Fano onde fizemos um piquenique. 








Depois, seguimos para Imola. 
Ir ao autódromo onde Aírton Senna fez sua ultima corrida foi impactante , emocionante, especial. Tirar foto debaixo de sua foto que é um tributo a ele quase levou às lágrimas. Havia treino em Imola, e escutar o ronco dos motores... O que foi isso? Nunca imaginei que fosse tão emocionante assim. Seguimos para uma loja da KTM e , finalmente fomos para Bologna.








Localizada no centro norte da Itália, capital da região de Emília Romana, Bologna (400.00 hab/ aprox.) é exaltada por algumas qualidades específicas: “Sábia, gorda e vermelha”.
"Sábia” porque possui a primeira Universidade do Ocidente (a Università di Bologna nasceu em 1088), “Gorda” porque é o templo da cozinha italiana e “Vermelha” por sua tradição esquerdista na política e pela cor avermelhada dos seus edifícios e torres.
Bologna tem a principal estação rodoviária e ferroviária da Itália e liga o norte ao sul do país. É encantadora por sua arquitetura medieval, uma das mais conservadas da Europa. Além disso o espírito jovem de seus habitantes, uma mistura de diversos migrantes italianos e imigrantes de diversos países, principalmente africanos e asiáticos, completam sua beleza. A cada passo, um pouco de história: toda a cidade nos remete a séculos passados.
Mas, ao mesmo tempo, é uma autêntica metrópole cosmopolita. Recebe estudantes de todo país, como também de toda a Europa e do mundo, que trazem uma certa dinâmica para a cidade. Sempre há coisas novas para ver, fazer e conhecer.
É considerada uma cidade com um custo de vida elevado, o que se acentua com a crise econômica que assola a Europa.
Bolonha é frequentemente descrita como o mais irresistível polo gastronômico da Itália, que por sua vez é um dos países mais celebrados pelo mesmo motivo. Ou seja, em poucos, pouquíssimos outros lugares do planeta você terá tantas boas chances de se deliciar com a boa mesa como nessa cidade, apelidada de La Grassa (“A Gorda”). O famigerado molho bolonhesa (que os locais chamam simplesmente de ragù) e a lasanha foram criados nas cozinhas de edifícios em cujas paredes predominam, curiosamente, uma coloração avermelhada. Entretanto, as peculiaridades que fazem Bolonha uma das atrações mais desejadas da rica região de Emiglia-Romagna – da qual é capital – vão além da culinária e arquitetura. O município apresenta graciosas ruas, mais de 40 quilômetros delas cobertos por pórticos, além de construções medievais bem preservadas. É também uma referência cultural tanto por sua universidade, a mais antiga da Europa, fundada em 1088 (www.unibo.it) e que teve entre seus alunos gênios como Dante Alighieri, quanto por sua programação de eventos, que inclui um dos melhores festivais de jazz do continente (www.festivaljazzbologna.it), realizado em novembro.
A região central da italiana possui uma infinidade de iguarias e pratos que farão gourmets e glutões se esbaldarem. A região da Emilia-Romagna dá origem a ingredientes maravilhosos como embutidos (como salames, linguiças, a melhor mortadela do planeta e o estupendo prosciutto di Parma), manteiga, queijos (como o clássico parmesão), muito alho, cogumelos e o inconfundível vinagre balsâmico de Modena. Não é de se admirar portanto que um prato enganosamente simples como macarrão com molho de tomate e carne picada seja o símbolo gastronômico da região. Mas, atenção, dificilmente você encontrará um espaguete a bolonhesa. Vá certeiro no tagliatelle al ragù e vá ao céu.

No restaurante é claro que pedimos um tagliatelle al ragú, regado a um bom vinho regional. Simplesmente divino!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Amalha viária na Itália é de enlouquecer... Para pegar uma estrada secundária, é preciso de muita paciência e espírito de aventura.

17/09/2013
De Pescara a Senigallia
Hotel Sabra

Saímos de Pescara às 10 horas e levamos mais de duas horas para finalmente encontrar a estrada secundária em direção ao Parque Nacional e depois para Senigallia. A malha viária é uma loucura, são muitas auto-estradas, muitos túneis-um deles atravessamos três vezes, caímos sempre no mesmo lugar ou seja, não dá pra confiar totalmente no Garmin. 







Quando finalmente entramos na estrada secundária rodamos uns 5 km e pasmem, de repente estava interrompida. E agora, José? Fazer o quê? Um italiano muito simpático e gentil ofereceu-se para andar na nossa frente. Subimos ladeira, descemos ladeira, entramos à direita, entramos à esquerda e de repente estávamos do outro lado da estrada  interrompida. Agradecemos efusivamente ao simpático italiano e seguimos viagem. Foi uma viagem longa. Subimos montanhas, descemos vales, passamos por inúmeros vilarejos e finalmente chegamos em Ancona, que beira o Mar Adriático. Pela orla, seguimos até Senigallia. 




Senigallia é uma pequena cidadezinha de mais ou menos 45 mil habitantes, localizada na província de Ancona. Com uma grande extensão de praias, a cidade no período de verão recebe muitos turistas italianos e europeus. A Rocca di Senigallia (Castelo) localizado no centro histórico da cidade, foi construída no ano de 1480, mas bem antes dessa data uma parte da arquitetura já tinha sido construída em forma de fortaleza.
As origens de Senigallia são ligadas aos acontecimentos de Galli Senoni, população proveniente da zona de Marselha, chegando na Itália no V sec. a.C. ocupando parte do território sob o domínio dos Picenos e fundando a própria capital.
Conquistada pelos romanos na batalha de Sentino (295 a.C.). tornou-se um importante centro comercial da região. Foi saqueada pelos Godos de Alarico (400 d.C.), mas desabrochou sob o domínio dos Bizantinos fazendo parte do Exército de Ravenna. 
Após as conquistas de Astolfo (751) foi por breve tempo dominada pelos Longobardos, mas com a imediata vinda de Carlos Magno (773-774) este expulsou os longobardos do centro e do norte da Itália. Em consequência, Senigallia foi doada à Igreja fazendo então parte do chamado Patrimonium Petri. No XII sec. torna-se município livre defendendo a Igreja no confronto entre os guelfos e guibelinos.
Torna-se logo feudo dos Malatesta e dos della Rovere sob o ducado de Urbino (1474). Foi nesta fase histórica que se construíram o Palácio Ducale e a Fortaleza, pois a defesa da cidade era ameaçada pela invasão turca.
Entre o 1600 e 1700 a cidade passou por um período de forte desenvolvimento graças a sua vocação comercial e o seu porto, um dos maiores do Adriático. Importante é também a "Feira della Maddalena" que a torna famosa em todo mundo.
Senigallia é um baú de arte e demonstra através de um de seus maiores monumentos : a Fortaleza Roveresca, construída sobre fortificações que datam da época romana. A Fonte da Praça do Duca e Palazzo Ducale e Palazzetto Baviera na mesma praça. Entre os edifícios religiosos estão a Igreja dela Madonna e o Duomo. 


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

De L'Aquila a Pescara... Um dia muito, muito especial!

16/09/2013
De L'Aquila a Pescara
Hotel Carlton

Acordamos às 7:30, mas bem que podíamos ter dormido mais, pois o cansaço da viagem foi grande. Mas o sol batendo na janela, a luminosidade muito especial de L'Aquila nos fez levantar para aproveitar o dia ao máximo.
Tomamos café e saímos para subir até a fortaleza. Passamos por um parque lindo, que já era tudo de bom. Depois seguimos para o centro antigo da cidade, sem imaginar o que encontraríamos pela frente. Sabíamos que L'Aquila tinha sofrido m terremoto, mas não imaginávamos, nem de longe, o impacto que isto significou na vida de milhares de pessoas. O centro antigo acabado. Praticamente nenhum prédio escapou das consequências do terremoto. Praticamente todas as lojas fechada. Muitos homens zanzando pelas ruas, sem ter o que fazer. E o IMENSO esforço de recuperar tudo, prédio por prédio, praça por praça, Fontana por Fontana. IMPRESSIONANTE! Deve ser muito parecido depois de uma guerra, quando pedra por pedra tem que ser reconstruídos. Andamos pelas ruas, cada vez mais silenciosos, cada um de nós envolto em seus pensamentos muito particulares. 
Muito mobilizados.  












Saímos de L'Aquila já era duas da tarde. Pelo planejamento feito, iríamos pegar uma estrada século daria até Castel del Monte. Penamos um pouco até chegar até esta secundária, mas todo esforço valeu a pena, porque a viagem pelas montanhas, até 1600 m de altitude, valeu a pena. Silêncio total, uma sensação de paz indescritível. Por sugestão do Ronald, fizemos piquenique no alto das montanhas, num lugar bucólico, silêncio quase absoluto. Uma experiência ímpar!  Seguimos, então, pelas montanhas, até uma micro estradinha que não sabíamos até onde levava. Seguimos esta estradinha e, de repente, escutamos um pfffffffff. Será que alguém ti ha soltado um pum sem querer? Ou seria coisa pior? Um pneu furado? Impossível! Na Europa não fura pneu. Mas, naquele nada, aos 1600 m de altitude, furou nosso pneu. Furou não! Uma pedra cortou nosso pneu! Os homens freneticamente se puseram com mãos à obra, mas a questão primeira era descobrir onde ficava o raio do macaco... Cadê o macaco... Este carro não tem macaco???? Ronald resolveu consultar o manual, claro que em italiano, que é uma língua que não falamos, e com certeza não é o italiano da Rede Globo, rsrsrs... Descobriu que o macaco ficava num invólucro de plástico preso a uma das rodas. Bom, a partir daí, tudo foi muito rápido m e nossos dois homens fortes e valentes trocaram rapidamente o tal do pneu cortado.









A partir daí, andamos 'cuidadosamente' pelas estreitas estradas até pense, onde dês obri os uma loja de auto peças. Extremamente si práticos, nos indicaram uma oficina, e um dos homens até quis nos acompanhar para se certificar que acharíamos a tal  da oficina, que realmente não ficava na estrada principal e sim, à beira de um semi penhasco. 



O dono danificada uma simpatia, os funcionários também. Esmeraram-se para encontrar uma solução que, no frigir dos ovos, era adquirir um pneu meia vida para substituir o que estava estourado. Dito e feito! No maior silencio, trocaram o pneu e para nosso mais absoluto espanto, o dono não cobrou nem pelo pneu, nem pelo serviço. Não dava pra acreditar. Como assim? Achávamos que não havíamos entendido. Vai ver que o dono falou um preço e não entendemos? Ronald perguntou de novo. Era isto mesmo. Niente! Nada! Nichts! Never! Não cobrou nadica de nada! Ficamos embasbacados com tamanha gentileza! Isto nos acontecia em pleno século XXI, onde um puxa o tapete do outro, onde todo mundo quer vantagem?
Continuamos viagem com um sentimento de felicidade que há muito tempo não sentíamos. Ainda há gente boa e gentil neste mundo. Não dá pra perder a esperança na humanidade.
Continuamos viagem. Cruzamos a montanha, pegamos neblina, depois sol, e finalmente chegamos em Pescara. Ficamos encantados com a cidade, com sua orla muito bem cuidada, com gente flanando pelas alamedas e pelo largo calçadão com seus bares e restaurantes. Jantamos uma legitima macarrônica, que estava divina. E fechamos o dia com um belo vinho. Um dia que certamente ficará para sempre em nossa memória. 

KTMmototour na Toscana, Itália. Antes de aquecer os motores, um passeio para conhecer um pouco mais da Itália.

14/09/2013
São Paulo - Lisboa - Roma

A viagem transcorreu normalmente. Embarcamos no horário previsto e chegamos em Lisboa dentro do horário. Mas, quando chegamos na Policia Federal levamos um susto. A fila era quilométrica e não tínhamos muito tempo para o novo embarque. Ronald foi atras de um funcionário para resolver este problema e, conversa daqui conversa dali conseguimos passar pela Policia Federal numa fila menor, de pessoas que estavam na mesma situação que a gente. 



Chegamos no portão de embarque, claro que com nova fila, e esperamos um bocado de tempo para embarcar.  O embarque foi muito moroso, as pessoas tinham muita bagagem de mão, não consegui colocar minha bolsa perto da gente. Resultado:alguém abriu o zíper da minha bolsa, aparentemente à procura de dinheiro, mas como minha carteira estava em outro lugar não levou nada.









Demorou um pouco para acertarmos o carro que iríamos alugar em Roma, mas finalmente saímos. Fomos até o Coliseu, fomos à Via Appia e depois seguimos na direção de L'Aquila, inicialmente pela autoestrada. Em Celano subimos as montanhas por uma estrada secundaria, apesar da chuva valeu a pena. 
No início da noite chegamos em L'Aquila. Foi o tempo de tomarmos banho e jantar no restaurante Oro Rosso, regado a um bom vinho italiano. Em torno das 23 horas fomos dormir. Exaustos, é verdade, mas animados com o que os próximos dias nos reservam.