terça-feira, 6 de agosto de 2013

Um giro pela ilha San Andres

05 de agosto de 2013

Ontem à noite saímos para jantar na orla da praia. Um restaurante que já havia nos chamado a atenção durante o dia, por estar pintado de branco, com uma bela decoração e muita gente nele. Sentamos do lado de fora, apesar da advertência de que com chuva tudo molharia. Inicialmente pedimos um mojito, que estava maravilhoso e, como prato principal, uma salada de pollo com manga, abacate, morangos, alguns tubérculos por nós desconhecidos parecidos com palmitos e alface. Veio uma porção generosa, e eu quase não venci meu prato. Entrementes começou a chover. A chuva não nos atrapalhou, e fizemos toda a refeição do lado de fora. Chegou um casal jovem de Araçatuba, muito simpático, que havíamos conhecido no hotel. Conversa vai conversa vem cai um pé d'água que nos fez correr para o lado de dentro do restaurante. Esperamos a chuva parar para retornar ao hotel, o que aconteceu uns 20 minutos depois.
Para hoje programamos um passeio com ônibus de turismo em volta da ilha. Saímos cedo do hotel, e fomos até o ponto marcado. O horário estava marcado para 9:45, mas nos informaram que o ônibus não sairia antes das 10 da manhã. Pontualidade colombiana! O tempo aqui é outro...prá que a pressa? Só uns paulistas estressados é que dão valor exagerado à pontualidade... Fomos dar uma volta, pois ficar parado significa atrair ambulantes, e era tudo que a gente não queria. O ônibus chegou. Bom, era um projeto de ônibus, com as laterais abertas, todo colorido, bancos duros, um ônibus tipo jardineira e tudo menos confortável. Sentamos do lado do que comumente se chama de janela, para termos uma boa vista para fotografar. O ônibus encheu rapidamente, e com 10 minutos de atraso partimos. Fomos sacolejando pelas ruas de San Andrés. A função do motorista era dupla. Por um lado deveria dirigir, e por outro entreter os turistas. Contou piadas, anedotas e peculiaridades da ilha. Confesso que não entendi a metade, mas devia ser engraçado, porque as pessoas riam a cada 'causo' contado. 



De repente, o tempo fecha e cai o maior toró. A chuva veio de lado e claro, tinha que ser do lado onde estávamos sentadas. Ficamos encharcadas. Na primeira parada descobrimos que o valor do ticket desta excursão não previa as atrações turísticas, que deveriam ser todas pagas à parte. Esta de fato não foi uma boa surpresa. Não entramos o museu da ilha, e parece que não perdemos nada. A chuva parou, e saiu um sol escaldante. Continuamos viagem, com a voz ininterrupta do motorista os nossos ouvidos.



Paramos então numa espécie de aquário ao vivo. A cor da água fantástica, era possível pular de um trampolim, descer por um toboágua, mergulhar e fazer snorkel. A água transparente, e havia muitos peixes que eram alimentados com pão pelos visitantes. Tive a impressão de que os peixes estavam saturados de pão, pois ignoravam pedaços boiando na superfície.  Ficamos um tempo neste local realmente muito bonito, e depois continuamos até o Hoyo Soprador. Surpreendentemente não precisamos pagar nada. Este Hoyo Soprador é um fenômeno natural. Consiste de um buraco nos corais que tem ligação com um túnel que leva ao mar. Quando ondas mais fortes invadem o túnel ouve-se um ronco e pelo buraco passa um vento muito forte sob pressão. A pressão é tão intensa que pode arrancar óculos, maquina fotográfica ou outros objetos leves de desavisados. O mar é lindo, a vista um colírio para os olhos.














Esta foi a ultima parada, e seguimos pela estrada, ora cheia de buracos, ora melhor conservada, até retornar à cidade. Chegamos com 1/2 hora de atraso, o que inviabilizou que fossemos fazer o segundo programa do dia, que era o de sair ao mar com submarino para apreciar corais multicoloridos e muitos peixes. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário