segunda-feira, 25 de julho de 2011

Expedição de motocicleta para a Argentina

Expedição para a Argentina, via Córdoba. Objetivo: Andes
Participantes: Ronald Althuon, José Magalhães, Sávio Ramalho
Período: 16 a 25 de junho de 2011
Autor do texto: Ronald Althuon

Primeiro

dia: 16 de junho

Às 6h30 minutos saimos pelo portão do condomínio onde mora Sávio e, após algumas fotos de despedida, nos dirigimos à Rodovia Regis Bittencourt. O tempo estava bom, e não havia muito trânsito nesta hora. Passamos pela serra, e abastecemos no Graal em Registro. A segunda parada foi no Bar do Doca, onde fizemos um lanche e abastecemos novamente as motos. Seguimos viagem, passamos por Curitiba. Paramos novamente em São Mateus(Paraná). Porto União, Concórdia foram as próximas cidades pelas quais passamos e, chegando no Rio Grande do Sul, ultrapassamos a faixa dupla. Neste momento encontramos um carro de polícia que avisou o posto policial e, quando chegamos nele, fomos parados para verificação de documentos. O policial não fez nenhum comentário em relação a uma possível multa mas, para nossa surpresa, recentemente recebi a autuação da infração. No final de tarde chegamos em Erechim, onde fomos buscar o pneu que eu havia comprado da Casa das Máquinas (revenda de motos KTM), de Porto Alegre. Um cliente da Casa das Máquinas gentilmente levou o pneu até Erechim. De Erechim seguimos até Ijuí. Boa parte do trajeto fizemos no escuro, pois a noite já havia caído. Chegamos em Ijuí por volta das 20h30. A estrada era ruim, e havia muito tráfego de caminhões. Nos hospedamos no Hotel Europa, jantamos no próprio hotel e fomos dormir.



Segundo dia: 17 de junho

No segundo dia, fomos os primeiros a tomar o café da manhã do hotel com o intuito de sair cedo. Acertamos nossas contas, abastecemos no posto em frente ao hotel e seguimos para São Borja, que fica na divisa com a Argentina. Antes de cruzar a fronteira procuramos uma casa de câmbio e nos provemos de pesos argentinos. Neste dia choveu forte. A chuva começou próximo de Santo Angelo, o que nos obrigou a parar e colocar proteção adequada. A chuva não deu trégua, e nos acompanhou pela passagem da fronteira e somente parou já próximos de Passo de Los Libres. Abastecemos, tiramos nossas roupas molhadas e continuamos viagem. Num posto policial os guardas queriam uma contribuição, mas nós a negamos. Fomos em direção a Santa Fé. A estrada era bastante erma e bem conservada. Havia somente vilarejos pequenos e nenhum posto de gasolina. A sinalização da moto que o combustível tinha chegado ao nível de reserva acendeu e ficamos cada vez mais preocupados, porque não havia posto em vista. Num cruzamento conversamos com um fazendeiro local que nos orientou em relação à localização de um posto mais próximo. Neste trajeto a minha moto começou a falhar, tanto que parei num sítio perguntando se tinham um pouco de combustível para ceder. O proprietário do sítio informou que cerca de 1500 m havia um posto e eu consegui levar minha moto, no limite, o motor quase que parando, até o local. Decidimos encher os nossos galões de reserva para prevenir panes futuras. De Maria Grande seguimos até Santa Fé, onde chegamos por volta das 19 horas, e decidimos procurar um hotel na rodovia em direção a Córdoba. Como estávamos com fome, paramos numa parilla na estrada e conversando com o dono do estabelecimento, nos indicou e confirmou três apartamentos numa cidade próxima (Franck), no Hotel Colonizador. Estávamos exaustos. Foi o tempo de tomar banho e cair na cama.




Terceiro dia: 18 de junho

A saída de Franck após abastecimento foi sob chuva. O tempo só melhorou chegando próximo a Córdoba. O trajeto foi de cerca 300 km, mas como a rodovia está em construção houve muitos desvios e trânsito pesado de caminhões. Em Córdoba procuramos uma 'gomeria' e fizemos a troca dos pneus de asfalto pelos de cravo. Chegamos em Carlos Paz à tarde. No posto onde abastecemos perguntamos ao frentista por um hotel e este nos recomendou o Portal del Lago, nas proximidades do lago. Nos dirigimos para lá e quando vimos as instalações, já desconfiamos que o preço deveria ser salgado. Conversamos com a recepção, soubemos que é um hotel ****, e o preço era de 445 pesos, o que equivale a 220 reais. Os colegas concordaram em ficar, já que tínhamos atrás de nós dois dias exaustivos e aproveitamos para descansar. Demos uma volta a pé e, como não conseguimos táxi para retornar, continuamos a pé até o restaurante recomendado pelo hotel. Comemos o já 'tradicional' bife de chorizo com salada de tomate e cebola e bebemos um bom vinho local (Norton Classic) . Voltamos de táxi para o hotel e nos recolhemos aos nossos quartos.




Quarto dia: 19 de junho

Após um excelente café no hotel Portal del Lago tomamos um susto quando vimos que um pneu da moto do Magalhães estava furado. Optamos em não consertar nós mesmos o pneu. Magalhães pegou um táxi, levou a roda junto porque partíamos do princípio que o taxista tinha mais condições de achar um borracheiro do que nós. Após uma hora e meia Magalhães chegou. Havia comprado luvas forradas, uma câmera de ar e um reparo instantâneo de pneu, o que se mostrou muito útil nos dias subsequentes. Após o remonte da roda retomamos a viagem. Iniciamos o percurso em estrada de terra. Numa elevação na saída da cidade paramos para tirar fotos. O trajeto até Taninga foi muito interessante e gostoso. Agora não tínhamos mais problemas com chuva. Em Taninga abastecemos e fizemos um lanche. Retomamos a viagem pelo asfalto. Daí passamos por uma divisa de estado, entramos no estado de Rioja, cruzamos o parque estadual de Talampaya. Após escurecer e com problemas de combustível resolvemos parar e pernoitar em Pagancillo, um vilarejo de algumas dezenas de almas. Jantamos num restaurante próximo e fomos dormir cedo. Estava muito frio. A temperatura estava em torno de 10 graus.







Quinto dia: 20 de junho

Após o 'desayuno' e acerto da diária nos informamos a respeito de um posto mais próximo para abastecimento. A informação era que tínhamos que ir até Vila Union, cerca de 40 km de onde estávamos. Como não havia outra alternativa nos dirigimos para lá, mas antes compramos toda a reserva que se resumia a quatro litros de gasolina de uma pessoa que comercializa combustível em sua residência (em vilarejos isto é usual pelo fato de não haver posto). O combustível é vendido em pets de dois litros. Fomos até a cidade indicada, fizemos o abastecimento e pegamos uma rota alternativa dando continuidade ao nosso roteiro original. Em Tinogasta pegamos a Ruta Nacional 03, estrada esta abandonada há alguns anos, e que atualmente só é transitada por veículos 4X4 ou motos. Já estava escuro quando chegamos a Belen. Mesmo assim, continuamos e, no trajeto, tivemos mais uma pane de pneu, desta vez da minha moto. O local era um breu total. Como tínhamos lanternas, iniciamos a desmontagem do conserto do pneu. Enquanto estávamos preparando a moto para tirar o pneu, parou um veículo da polícia rodoviária, que se ofereceu para carregar a moto até a próxima cidade. Para o espanto de Sávio, recusei a gentil ajuda da polícia,optando em terminar o conserto no local, pois até carregar a moto, levar à cidade, procurar borracheiro, etc, levaríamos o mesmo tanto de tempo. Pneu consertado, continuamos viagem até Santa Maria, onde pernoitamos no Aparthotel El Algarrobo. O hotel dispunha de um restaurante razoável, e resolvemos jantar lá mesmo. Comemos o tradicional bife à milanesa com salada de tomate e cebola.






Sexto dia: 21 de junho

Após nos recuperarmos das dificuldades do dia anterior e tomarmos nosso 'desayuno' partimos para Cafajate com intuito de procurarmos uma casa de câmbio para nos abastecer de pesos pois ainda tínhamos quatro dias pela frente e nas cidades pequenas não há como trocar dinheiro. Além disso, não aceitam cartão de crédito. Operam somente com 'efectivo'. Após passarmos por belas vinícolas, algumas delas bem conhecidas chegamos a Cafajate, onde fomos diretamente a um banco. Câmbio, entretanto, só se for dólar ou euro, e nós não tínhamos nem uma nem outra. O jeito foi sacar pesos no cartão de crédito. Abastecidos tanto de gasolina quanto de dinheiro, prosseguimos por uma bela paisagem de montanhas de arenito. Continuamos a viagem até El Carril para então pegar um trecho muito lindo, que é a Cuesta del Obisco. Chegamos à altitude de quase 4000 metros. A Cuesta é uma serra. Depois, chegamos ao Parque Nacional Los Cardones (cactos gigantes). No finalzinho de tarde chegamos a Cashi. Cashi é um pueblo simpático com uma excelente infra estrutura hoteleira, situada a 2300 m de altitude, ponto de partida para vários locais aprazíveis, que dá para visitar a pé, com bicicleta, etc. Pernoitamos no hotel ACA (Automovel Club Argentina) que dispõe de um belo restaurante, onde degustamos o melhor bife de chorizo da viagem. Logicamente acompanhado de uma salada de tomate com cebolla. A temperatura estava por volta de 10 graus. O jantar estava naturalmente acompanhado de um bom vinho da região de Cafajate (Etchart).











Sétimo dia: 22 de junho

Revigorados, tomamos o café da manhã. Sávio e Magalhães compraram 'regalos' para suas esposas, vendidos pela funcionária do hotel e, na hora de acomodar as malas nas motos, uma das malas do Sávio simplesmente não fechava. Voltamos ao meu quarto que era o mais próximo e desmontamos todo o mecanismo até consertar a mala, o que nos fez perder aproximadamente uma hora. Retomamos a rotina, ou seja, abastecer pela manhã, colocamos as motos na estrada. Neste dia atingiríamos a nossa maior altitude, o passo Abra Del Acay, com 4900m. Andamos cerca de 50 km, e furou o pneu da moto do Magalhães. Consertamos o mesmo relativamente rápido, afinal já tínhamos experiência, mas foi-se mais uma hora. Um curioso local parou e nos deu um pedacinho de bolo, o que foi benvindo. Nos desejou 'suerte', o que mais tarde realmente precisaríamos. Conforme íamos subindo, o ar ficava rarefeito com temperatura em queda, e surgiram as primeiras placas de gelo na estrada. Próximo a um rancho de um pastor de ovelhas tiramos algumas fotos da moça com a filha, e pudemos constatar o modus vivendi, a vida dura na altitude. Sávio e Magalhães ficaram impressionados com a crescente quantidade de gelo que íamos encontrando no percurso. A coisa pegou mesmo quando chegamos a um trecho já a 4600m de altitude, temperatura -3 graus, não dava prá passar sentado na moto pelo gelo. Sávio e Magalhães optaram por passar por um trecho de terra, porém o terreno é muito macio e cheio de pedras, o que fez com que tivéssemos que empurrar a moto para poder passar nos locais mais difíceis. Eu consegui passar fazendo meu próprio trajeto. Savio deixou o farol da moto do Magalhães ligado, o que fez com que a bateria descarregasse, e isto trouxe problemas adicionais. Final da história: conseguimos sair meia hora antes de escurecer, em cima do laço, e não quero nem imaginar o que poderia acontecer se tivesse escurecido. Sem dúvida viraríamos picolé, pois não estávamos preparados para passar uma noite ao relento... Para cumprir o cronograma e roteiro, ainda andamos cerca de 150 km à noite, sob breu total, e numa estrada com muitas curvas, até a periferia de Salta, onde achamos uma bela pousada turismo rural El Prado, e pernoitamos. Exaustos por um lado, mas aliviados por termos saído do sufoco. Jantamos na própria pousada.
















Oitavo dia: 23 de junho

De Salta iniciamos nosso retorno. Deixamos os Andes, e seguimos rumo à planície. Antes de pegar a reta do Chaco passamos por uma bela região de uma represa chamada Cabra Coral. Fizemos um trecho por entre altas montanhas de arenito, que fazem parte dos pré-Andes. Quando terminou a estrada de terra e iniciamos a rota 16, que é a que passa por três Estados resolvemos parar para nosso primeiro almoço em restaurante nos dez dias de expedição, no vilarejo de El Galpón. Seguimos até Presidente Roque Saens Peña, onde chegamos por volta das 19 horas. Pernoitamos nesta cidade, num hotel meio fuleiro, o Hotel Orel, jantamos num restaurante indicado pelo hotel que não era lá aquelas coisas, pois o bife de chorizo estava simplesmente horrível. A única coisa que se salvou foi a salada de tomate com cebola e o vinho.



Nono dia: 24 de junho

De Presidente Roque Saens Peña seguimos para Resistência e depois Corrientes, e fomos até San Inácio. Não há o que relatar deste dia. O trajeto é quase que em linha reta, o Chaco não é aprazível. Parte do trajeto fizemos sob chuva, o que não contribuiu para melhorar o humor. Chegamos em San Inácio à noite, procuramos um hotel, o Portal del Sol, jantamos no própriohotel, até que razoável, e fomos dormir.

Décimo dia: 25 de junho
Dia do retorno de Santo
Inácio/Argentina para São
Paulo/Brasil

Saímos de San Inácio com uma garoa constante. Fomos até Bernardo de Irigoyen, que é a última cidade na Argentina e que faz divisa com o Brasil, com um vilarejo chamado Barracão. O procedimento de passagem foi muito rápido, o que me fez decidir que em futuras viagens usarei esta rota porque o trajeto do lado brasileiro é agradável e bom. Passa-se por Pato Branco/SC, Cascavel/PR e Guarapuava/PR até Curitiba. É uma excelente opção. Chegamos em Curitiba por volta de 20h30min. Magalhães e eu decidimos voltar para SP na mesma noite, e Sávio resolveu ficar em Curitiba, pois a sua viseira de capacete é colorida e dificulta a visibilidade noturna. Em Registro ligamos para nossas esposas, que ficaram estupefatas com o fato de voltarmos a SP ainda nesta noite. Continuamos viagem e chegamos em SP às 1.20min da madruga. Sem dúvida nenhuma exaustos, afinal tínhamos rodado 1260 km num só dia, mas satisfeitos por termos feito esta expedição no tempo e roteiro programado, sem problemas insolúveis, sem quedas maiores ou outras dificuldades.

domingo, 29 de maio de 2011

Um fim de semana em Buenos Aires

Fim de semana em Buenos Aires
Quando é que eu poderia imaginar que em algum dia viajaria para Buenos Aires somente para passar um fim de semana, curtir a cidade, um bom hotel, um bom restaurante, boa comida e um bom vinho?
Pois é, este dia chegou, e foi para festejar os 60 anos do meu marido.
Achamos que a data merecia uma viagem especial, e como não tínhamos tempo disponível nas nossas agendas, decidimos por um pit stop no nosso país vizinho.
Fomos com a empresa aérea Qatar. Os horários são ruins, não tanto na ida, mas sim na volta, e depois constatamos que não foi tão ruim assim, porque não havia excesso de gente nos aeroportos, nem muito trânsito nas estradas.
Chegamos em Buenos Aires por volta das 9 horas, pegamos nosso carro alugado – credo, na Argentina não dá prá pedir um básico, pois aí vem um basicão mesmo. Nos deram um gol antiguinho, antiguinho, tudo manual, prá abrir uma janela era um sufoco – haja força! Mas enfim, encaramos o carrinho com bravura, e o importante é que não nos deixou na mão. Reservamos um quarto no hotel Lancaster. Um quatro estrelas, próximo de Puerto Madero, no centro comercial. Não achamos o hotel digno de um quatro estrelas, já vimos coisa melhor, o quarto era pequeno mas limpo e, afinal de contas, não era mesmo prá ficar no quarto. A vantagem foi que realmente pudemos fazer quase tudo no centro a pé, e passear em Puerto Madero no final de tarde é um programão!
Como já conhecemos bem Buenos Aires, decidimos não fazer passeios turísticos, nem fazer compras. Passeamos por parques, belos boulevards, claro que não deixamos de tomar um café na Recoleta, desta vez até entramos no cemitério e vagamos entre as tumbas – credo, que programa! Mas para nossa surpresa, muita gente faz este mesmo passeio, tem até guia de graça!
Também fomos ao Jardim Botânico, que fica aí mesmo, nas imediações do centro, e é muito bem conservado, com belas estátuas.
À noite, jantamos no Cabañas Las Lilas, um show de restaurante, ótima comida, ótimos vinhos, e ainda nos ofereceram um bolo com prosecco para comemorar o aniversário do meu ‘husband’.
No dia seguinte, resolvemos ir para  San Isidro. Paramos algumas vezes no trajeto, passeamos por alguns parques, e depois fomos a San Isidro. O trajeto é bonito, San Isidro uma graça. Ficamos encantados com o lugar. Almoçamos num restaurante que fica ao lado de uma das ruas pelas quais andamos, muito bem freqüentado, e com uma ótima carne.
À tarde, andamos pela periferia, que de bonito não tem nada, fomos até o Caminito, feito para turistas. Mas há muito pobreza nos arredores, e muita sujeira. Aliás, achamos que Buenos Aires está mais mal cuidada, mais suja, mais cheia de lixo. Uma pena! Mesmo assim, é uma cidade que transpira cultura, transpira beleza, e um certo quê de primeiro mundo. Sua arquitetura é ímpar, não há nada igual na América Latina. E o que falar então das suas carnes, dos seus vinhos... são um manjar para apreciadores como nós.
No início da noite, seguimos para o aeroporto. Entregamos o carro, conseguimos um ótimo lugar no avião, e ficamos jogando conversa fora com outros passageiros, que também se aventuraram a passar um fim de semana em Buenos Aires, e que também haviam resolvido pegar um vôo que chega em Sampa às duas da manhã.









A experiência valeu, a viagem relâmpago valeu, e o que vale mesmo é o prazer de desfrutar de novas experiências juntos, de curtir cada momento desta, que não é eterna, vida. 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Algumas fotos de Roma


Haja pernas ...

O1.04.2011: segundo dia em Roma
O dia amanheceu belíssimo. Por incrível que pareça, dormi feito pedra, e só acordei porque o despertador tocou. Karin e Sandro não tiveram a mesma sorte: as ocupantes do quarto ao lado fizeram uma barulheira desgraçada quando retornaram da balada às quatro da manhã.
O café da manhã até que foi razoável, e resolvemos ir ao Termini para pegar o metrô. Uma das grandes vantagens deste hotel onde nos hospedamos é que realmente o Termini é muito perto. O metrô estava razoavelmente cheio, porque muita gente vai de metrô para trabalhar, e somente há duas linhas de metrô em Roma.
Descemos do metrô e andamos algumas quadras até o Vaticano. No caminho, muitas pessoas mutiladas pedindo dinheiro, o que certamente deve ser mais fácil porque as pessoas, sensibilizadas pela proximidade do Vaticano, dão dinheiro para aplacar culpas, por generosidade, ou simplesmente por pena... Para a nossa supresa, a fila ainda estava pequena e na sexta feira somente se paga o Museu do Vaticano. Que beleza! Economizamos um bom dinheiro!
Visitamos a basílica, que realmente é impressionante, a tumba do Papa Paulo II e subimos a cúpula. Pagamos 7 euros prá poder subir de elevador, mas ninguém nos avisou que a pior parte é a pé mesmo. Eu quase pus o meu coração prá fora, tive que parar duas vezes de tão exausta que fiquei. Que escadaria é aquela?!?????????????? Nada para gente como eu que está super fora de forma...
Enfim, chegamos no topo, o que compensou todo o esforço na subida.
Depois, fomos à Capela Sistina. Não sabíamos que na realidade a capela fica dentro do Museu do Vaticano, e que vc passa por muitas alas do museu antes de chegar ao seu destino. Pegamos o caminho mais longo, e assim vimos realmente muitas pinturas, muitos tapetes e outros objetos, passamos pela sala cartográfica que realmente é impressionante. O volume de pessoas ia aumentando e, antes de chegar à capela, já era verdadeiramente uma multidão, que se empurrava lentamente até chegar ao destino.
A Capela Cistina me deixou sem palavras! Que obra-prima! Que pinturas maravilhosas! Pena que é difícil a contemplação, porque a multidão é tamanha que vc não consegue sentar para observar, para contemplar, para sentir as pinturas. Mas enfim, este é o mundo moderno no qual vivemos, em todos os lugares é assim.
Por alguma razão nos perdemos e acabamos sem ver a estátua do Rafael, que eu queria ter visto muito. Paciência! De repente estávamos do lado de fora, e lá ficamos!
Decidimos retornar de metrô até o hotel, porque minha sandália havia rasgado e eu queria trocar de calçado. Doce ilusão! O metrô não funciona durante o dia, e não passava nem ônibus nem bonde. Depois de esperarmos um longo tempo, decidimos encarar a volta a pé, pois táxi também era muito caro: para o nosso trajeto até o hotel, 35 euros. É um roubo!
Comemos uma pizza, pra variar, para nos reabastecer de energia, e traçamos o caminho de volta, decidindo que aproveitaríamos o dia belíssimo para visitar o coliseu à tarde, quando a luminosidade é encantadora.  Assim o fizemos. Andamos, andamos, andamos, e andamos mais um pouco até chegar ao destino, não sem antes comer um super sorvete, que aqui é maravilhoso. Chegamos no coliseu, e surpreendentemente a fila não era tão grande, tanto que entramos rapidamente. Que complexo gigantesco! E que triste pensar que tanta gente deixou a vida ali, desnecessariamente...
Traçamos o caminho até o hotel, e dá-lhe pernas! No final, já estava andando no ‘controle automático’, porque meu cérebro se recusava a pensar...
Chegamos ao hotel, e buscamos informações em relação ao depósito de nossas bagagens amanhã, uma vez que o check-out no hotel é às 11 horas e nosso vôo de retorno a SP somente acontece à noite. O super hiper antipático recepcionista (nossa, como este pessoal aqui no hotel é mal humorado, o que é isto? Nunca ouviram falar de atendimento ao cliente?) informou que poderíamos deixar nossas malas no próprio hotel e, acredite se quiser, totalmente ‘free’ . Sandro subiu ao quarto para descansar, porque ele estava com a língua de fora de tão exausto, e Karin e eu resolvemos experimentar uma cerveja italiano num bar e restaurante próximo do hotel. Que delícia! E é ótimo beber com a Karin, que sempre bebe um pouquinho, e o resto da garrafa eu tracei, sem nenhum sentimento de culpa (rsrsrs).
Amanhã retornamos ao Brasil e, com isto, termina o meu relato neste blog. Até a próxima viagem, não me manifestarei.
Auf Wiedersehen
Good bye
Tchau
Arrivederce
Abraços a todos que me acompanharam virtualmente nesta viagem.
Beate