quinta-feira, 6 de setembro de 2012

No topo do mundo da Alemanha

O nosso roteiro previa para hoje uma subida à Zugspitze, a maior montanha da Alemanha, com quase 3000 metros. Fomos de carro até Eibsee, não sem antes tomarmos um fantástico café da manhã no hotel Obermühle, em Garmisch. Um hotel que só pode ser recomendado, e onde lamentamos não ficar por mais tempo.
Os 50 euros por pessoa para subir à Zugspitze parecem ser salgados, mas cada centavo vale depois que se faz este passeio. Ele é simplesmente magnifico, qualquer que seja o tempo. Faça sol ou neve ou tempo nublado, não importa, sempre é especial e lindo. Eu já subi a Zugspitze quatro vezes, e toda vez é uma nova emoção...

Subimos com o teleférico. É rápido, em 15 minutos estávamos lá em cima.

As fotos falam por si, não é preciso palavras para descrever a emoção sentida neste lugar, por todos nós.

Havia somente pouquinho neve, mas já bastou para uma brincadeira...

Os rostos felizes de Magalhães e Vera dizem tudo...

Descemos de trem, outra bela experiência .

depois, seguimos de carro pelo Karvendelgebirge até o Starnbergersee e de lá por Bayrischzell até Kufstein, cidade que revistamos depois de 38 anos.

Ronald, Beate, Magalhães, Vera, Sávio. Só falta a Vivia, que assumiu o papel de fotografa.

No final do dia choveu um pouco, o que em nada atrapalhou. Foi mais um magnifico dia na convivência de bons amigos.

E amanhã começa nova fase, a da KTMtour. Aguardem...



terça-feira, 4 de setembro de 2012

E o paraíso realmente existe... E tem história...

4 de setembro de 2012

Nós fomos dormir ontem antes da meia noite, mas nossos queridos amigos ainda resolveram ir para a 'night' füsseniana, perderam-se ao tentar achar o hotel e, resultado: chegaram de madrugada, andaram até não poder mais e caíram na cama exaustos. Combinamos nos encontrar às oito da manhã e ainda estávamos no lobby trocando experiências da noite anterior e sobre nossos quartos quando o dono apareceu e literalmente nos obrigou a ir ano salão do café da manhã, o que também prontamente atendemos para não criar problemas. As mulheres foram na frente, e quando entramos no salão fomos conduzidos pela lateral esquerda do mesmo até as ósseas mesas, apesar de que teria sido mais fácil e rápido ir pelo meio,mas o dono , que não é lá aquela simpatia, não quis nem saber e insistiu, com um vozeirão de poucos amigos, que fizéssemos o que ele mandava, para não desarrumar as cadeiras. Os homens, que vinham atras e que naturalmente também iriam pelo meio foram convocados ir pela lateral. Eles não estavam entendendo nada, e nós caímos num riso incontornável, o que deixou o dono ainda mais exasperado. Ocupamos nossos lugares e começamos a nossa refeição matinal, que realmente estava muito boa para o corpo e para a alma, pois a mesa estava muito bem posta. O dono trouxe os ovos mexidos, em pratos individuais, e ficou indignado com o Sávio, pois no lugar do seu prato estava o seu celular. O dono deu uma bronca, e mais uma vez caímos numa gargalhada desenfreada, pois a situação estava tragicômica . Finalmente conseguimos tomar nosso café da manhã, elogiados o mesmo e percebemos que o dôo era sensível aos nossos elogios, com os quais não economizais. Resultado: até o final da nossa estadia, conseguimos arrancar vários sorrisos do dono, e no final ele até foi simpático, deu cartões postais e nos deu a mão na despedida.
Colocamos nossa bagagem no carro e zarpamos para o castelo Hochschwangau. Compramos os tições logo para os dois hotéis e subimos o morro até o castelo. Este é um caminho muito lindo e paramos varias vezes para fotos. Fizemos um áudio guide, Ronald e eu em alemão, nossos amigos em português, o que foi muito bom porque todos aproveitaram muito bem das informações históricas, artísticas e de arquitetura deste belo castelo.
Seguimos para o Castelo Neuschwanstein, o que exigiu uma caminhada puxada, pois não tínhamos muito tempo. Mais uma vez um áudio guide, o que foi excelente.
Decidimos descer de ônibus, pois estávamos cansados, com fome, e queríamos chegar em Garmisch Partenkirchen com o dia ainda claro.
Num Biergarten, almoçamos de forma relativamente rápida, e depois sebo os viagem por uma estrada bela e sinuosa até Garmisch, onde nos hospedamos no Best Western Hotel ObermühleMühlstrasse, por sinal excelente. Deixamos ossos bagagens nos perdemos entre os andares em função de uma numeração de quartos não usual, o que provocou entre a gente muitos risos. Parecíamos crianças aprontando...
Fomos a pé até o centro da cidade, apreciamos a arquitetura local e as lojas, e o final resolve os jantar na cidade mesmo. Os homens jantaram carne de cordeiro e as mulheres peito de frano recheado com ameixas, regado a diversas cervejas. Comida excelente, nossos amigos estão encantados com a culinária alemão. Contamos muitos cuaos, demos muitas risadas. Estavamos todos visivelmente relaxados e deixaos o stress definitivamente para trás. Encerramos o dia com um gelado com frutas da região e retornamos ao hotel.
Foi mais um dia maravilhoso e encantador!













Do inferno ao paraíso

3 de setembro

Por uma questão de justiça é preciso dizer que na Espanha o atendimento da Ibéria foi impecável, e o hotel Meliá, cinco estrelas, não deixou nada a desejar. Tudo funcionou muito bem. De Madrid, fomos para München e tudo correu muito bem, sem filas, sem empurra empurra, sem stress. Alugamos um carro e fomos a Gauting, pela auto-estrada . A partir de Gauting fomos por estradinhas secundarias, fizemos compras num supermercado, passamos por Weilheim, Peiting, em seguida pela estrada romântica dos Alpes. Paisagens mito lindas, um trajeto bucólico, vacas pastando em pastos verdejantes. Paramos numa fazenda para tomar café. Esta fazenda mantém uma padaria cinco estrelas. Comemos bolos típicos, sanduíches, tomamos café e capuchinho em xícaras enormes.

Seguimos, passamos pelo Plansee, belíssimo. Chegamos em Füssen somente à noitinha, o que não permitiu que conhecêssemos a cidade. Jantamos no Hotel Hirsch. No menu, Hirschragout, ofenfrischer Schweinebraten e queijo de cabra grelhado. Tudo uma delicia, regado a cerveja.

Ronald e eu retornamos ao hotel, nossos amigos ainda foram ao centro, tomaram um sorvete e se perderam ao retornar. Caminharam até dizer chega, mas acharam o hotel Christine,no qual estamos hospedados.

O hotel é familiar, tudo muito limpo e de bom gosto. O café da manhã muito gostoso. É preciso se acostumar ao jeito direto e grosseiro do dono, o que é bastante característico nesta região. Uma aula de cultura ao vivo.



Postarei mais fotos mais tarde



Algumas fotos dos dois primeiros dias

 

 

 

 

domingo, 2 de setembro de 2012

Um inferno chamado Ibéria..

2 de setembro de 2012
Ontem a noite jantamos no próprio Novohotel da Rua Martins Fontes. Os garçons eram meio antipáticos mas, a esta altura do campeonato, isto já não importava mais. Fomos dormir cedo, logo depois do jantar. As acomodações do hotel são boas. Demorei para pegar no sono e não foi certamente por causa da cama, que era boa. Deve ter sido em função do stress do dia acumulado, do tipo por fora calma, mas por dentro um vulcão enfurecido, tudo doía. Enfim, acabei dormindo. Um sono sem sonhos. Às 2.45 fomos acordados, nos arrumamos rapidamente, fomos para o lobby para fazer o Chec Out. O saguão estava vazio, mas qual não foi nossa surpresa quando saímos do hotel e vimos uma fila imensa, de rostos levemente familiares e cansados??? Parece que todos os passageiros resolveram levantar super cedo para garantir o seu lugar no primeiro ônibus. Nós conseguimos um lugar no terceiro...
A viagem para o aeroporto foi tranqüila. Também, era só o que faltava haver transito às 3.30 da manhã...quando chegamos ao aeroporto, novamente fila! Mas por quê isto agora? A explicação: tínhamos que confirmar nosso check-in. Inacreditável! Será que alguém, de são consciência, que ficara ontem por seis horas na fila, que recebera o cartão desembarque, iria desistir assim, sem mais nem menos? Pouco provável! O que fazer, o jeito era encarar fila novamente. Ronald e eu fomos para a fila dos idosos, esta pelo menos já sabíamos que seria curtinha. Uma das funcionarias duvidou do nosso status de idoso, conferiu documento. Bom, pelo menos isto foi um bálsamo para a alma estressada... Nossos amigos tiveram que ficar na fila normal. Quando todos haviam passado por mais esta tortura, fizemos o embarque. A minha bagagem de mão foi revistada, não sei por quê, mas tudo foi relativamente rápido, e os funcionários eram bastante atenciosos. Pareciam especialmente atenciosos, talvez porque sabiam da nossa trajetória para conseguir embarcar e as nossas caras não eram de bons amigos. Policia Federal e Freeshop, para depois nos dirigirmos ao portão 4, que fica no subsolo e era indicador de que, mais uma vez, iríamos pegar ônibus. Quando chegamos ao pé da escada rolante, não queríamos acreditar no que estávamos vendo: um saguão lotado, com passageiros de três vôos aguardando embarque. O nosso vôo nem estava anunciado. Não havia lugar para sentar, mal dava para respirar. Fomos nos esgueirando entre corpos e bagagens até chegar a um espaço no qual pelo menos conseguíamos mexer os pés, ficando ora sob o pé direito, ora sob o pé esquerdo, pois a coluna já se manifestava em função das muitas filas. Agora, não dava pra fazer fila, havia gente demais para tentar qualquer tipo de organização. Incontáveis vezes houve chamadas para um vôo a Buenos Aires. Nosso vôo, nem nas duas TVs informativas constava. Funcionários da Ibéria apareciam, sumiam, corriam de um lado para outro, aparentando estarem hiper, mega, super ocupados, mas que na realidade demonstra a falta de competência e o mínimo de organização. Ficamos muito tempo nesta situação. A hora do embarque já havia passado. De repente, alguns passageiros começaram a embarcar. Caramba, deveria ser do nosso vôo, pois eram rostos conhecidos e cansados...não dava para ouvir o que uma funcionaria da Ibéria falava ao microfone, o som não dava conta do monte de gente. Escutamos a palavra idosos, e lá fomos nós tentando chegar no embarque. Fomos xingados de mal educados, pois não haviam ouvido nosso alto e sonoro 'com licença', tamanho o barulho em volta. Conseguimos embarcar. Nossos amigos demoraram muito mais. Perguntamos a um funcionário se era o ônibus certo, ele dizia que era para passageiros que iriam para Buenos Aires. Mas como, se dentro do ônibus haviam rostos conhecidos e cansados? Perguntei a uma passageira e ela, laconicamente, quase sem força na voz confirmou: Madrid. No ar, uma tensão que poderia explodir. Sentíamos na pele o barril de pólvora no qual tinha se tornado esta situação. Qualquer coisa poderia se tornar motivo para explosão. Todos estavam exaustos, tensos e mal humorados. Tivemos que esperar algum tempo no ônibus, o avião ainda não estava pronto. Claro, não dava pra esperar outra coisa, esta situação cabia perfeitamente no contexto.
Finalmente sentamos nos nossos lugares. Suspiros de alivio. O corpo começou a relaxar, as dores a sumir, o mau humor deu espaço... Com 50 minutos de atraso, o avião decolou.
Agora, de fato, inicia-se nossa viagem...
Hoje não escreverei mais sobre o final do dia, ou melhor, do inicio da noite. É 1.20 da manhã, e temos que levantar às 5.30. Amanhã relato sobre a chegada à Europa.





sábado, 1 de setembro de 2012

Sempre há uma primeira vez...

1. De setembro 2012
Levantamos, terminamos de fazer e fechar nossas malas, quando Ronald percebeu a falta de uma jaqueta que precisaria para a Mototour. Procuramos pela casa inteira, e nada. Faltavam vinte minutos para a van com nossos amigos chegarem, e Ronald resolveu pegar sua moto e ir até a costureira para verificar se porventura estava lá. Não estava, voltou para casa, pegou a chave do escritório, mas lá também não estava. Quando retornou desta segunda incursão, todos já esperavam por 20 minutos para nossa partida ao aeroporto . Como não havia mais o que fazer, embarcamos na van (claro que sob muitas brincadeiras) e seguimos para o aeroporto. Até a região da 25 de março o trânsito estava travado, depois seguiu normalmente. Quando entramos no aeroporto levamos im susto. A fila era simplesmente IMENSA. Olhamos para uma Tv com as informações, e nossos olhos não quiseram acreditar no que estavam vendo: as letras em vermelho pareciam imensas, de tanto que chamava atenção, mas eram do tamanho normal como todas as outras: CANCELADO. Cancelado???? Não pode ser. Tínhamos olhado o vôo certo? Estávamos no terminal correto? Mas as letras estavam todinhas lá, ao lado do nome Ibéria, com destino a Madrid, no horário das 15.30. Isto nunca tinha acontecido conosco, e olha que não viajamos pouco...nos entreolhamos pasmos, sem querer acreditar, mas era exatamente isto que estava escrito: CANCELADO!...com todas as letras. Nós mulheres entramos na fila, os homens foram buscar informações. A fila não parava de crescer, dava voltas e mais voltas, e não avançava. Os homens voltaram com a péssima noticia que somente iríamos prosseguir viagem no dia seguinte. E agora, o que fazer? Ronald resolveu entrar na fila de idosos(afinal, pra que tínhamos este status, não é?) que era mais certinha. Depois eu me juntei a ele e conseguimos fazer o nosso check-in. A vantagem era que assim estávamos de posse de todas as informações e podíamos começar a fazer cancelamento de hotel, transferencia de data de retirada do carro, etc.etc. Nossos amigos só podiam fazer o check in normal, e assim ficamos juntos na fila por cerca de seis horas. Mas pelo menos sabíamos que iríamos embarcar para Madrid na manhã seguinte, às 6.50, e ficar mais uma noite em Madrid para então pearmos o vôo para München. As costas começaram a doer, pernas e mãos a inchar, pés em brasas... E a fila avançava a passos de tartaruga. Ronald saúde novo a campo para ver a questão do almoço. Conseguimos almoçar, depois foram almoçar Vera, Magalhães, Vivia e Sávio. Enquanto os casais amigos almoçavam, conseguimos fazer o check in deles -ufa! Uma etapa vencida. Neste meio tempo Ronald já havia se informado sobre ônibus para o Novohotel do centro. Sairia em 45 minutos. Fomos até o local do embarque e entramos na fila, que ia aumentando assustadoramente. Mas como sempre há uns engraçadinhos mal educados que tentam furar a fila. Ronald teve uma séria discussão com um grupo de seis que tentavam este expediente. Mas aí não contaram com a fúria de Ronald que não deixou,barato. Entre xingaremos e choros o,grupo se afastou e foi para o final da fila. O ônibus parecia demorar séculos até chegar. Felizmente conseguimos entrar no ônibus e seguir para ontem. Estávamos no nosso limite: cansados e estressados. Quando chegamos no hotel, mais uma longa fila para um novo check in. Também aqui a fila avançava a passos tartarugentos . No guichê soubemos que a Ibéria cancela em média um vôo por semana. Uma coisa posso garantir: Ibéria nunca mais! Agora a ordem do dia é descansar, pois teremos que levantar às duas da matina para fazer o check out e pegar o ônibus de volta ao aeroporto. E torcer para que amanhã seja um novo dia, onde tudo dê certo!!!!
As fotos serão postadas quando tiver novamente acesso à minha mala, pois estou sem a peça necessária.


domingo, 26 de agosto de 2012

Sul da Alemanha e Áustria. KTMtour. O roteiro.

No dia primeiro de setembro iniciaremos nova viagem, deste vez para o Sul da Alemanha e Áustria. Somos três casais. Os homens participarão de um tour KTM, enquanto as mulheres farão programação própria enqto os homens 'desbravam' os Alpes com suas possantes motos KTM.
O roteiro será o seguinte:
01/09: embarque para München via Madrid, pela Ibéria.
02/09: chegada a München com breve visita ao centro da cidade e Hofbräuhaus. Depois do jantar, seguir para Gräfelring, onde pernoitaremos.
03/09: Starnberg. Starnberger See. Weilheim. Peiting. Estrada romântica dos Alpes. Oberammergau. Füssen. Pernoite em Füssen.
04/09: Castelo Neuschwanstein. Eventualmente Castelo do Rei Ludwig. Garmisch - Partenkirchen. Pernoite em Garmisch-Partenkirchen.
05/09: subida à Zugspitze. Seguimos viagem passando por Krün, Gmund, Schliersee, Bayrischzell, Oberaudorf e seguimos até Kufstein, já na Áustria. Pernoite em Kufstein.
06/09: de Kufstein a Uderns. Passaremos por Schwoich, Kirchbichl, Wörgl, Brixlegg, Bruckam, Ziller. Início da programação KTMtour. Para as mulheres, conhecer a região, eventualmente uma bela caminhada.
07/09: KTMtour para os homens. Para as mulheres, se houver carro disponível, Gerlospass, Krimmler Wasserfälle, Neukirchen, Mittersill, Kitzbühel, Tauerntal, Felberauerntunnel ou então, de trem, para Innsbruck.
08/09: KTMtour para os homens de manhã, para as mulheres passeio pela região. À tarde, retorno para München e, eventualmente, compras se houver tempo disponível.
09/09: de manhã, tour por München com Glockenspiel às 11 horas. À tarde, aeroporto, check in e no início da noite embarque para Madrid.
10/09: embarque para São Paulo. Fim da viagem.